
quinta-feira, 30 de abril de 2009
eunice

quarta-feira, 29 de abril de 2009
maria bethânia

Dia 23 de abril, de pirraça, a faixa se escondeu no miolo do computador, quero São Jorge. “Brasileirinho” está ali, ao alcance da mão, máquina não me vence, coloco o disco no dito compu. Ótimo, fico ouvindo “Brasileirinho” seguidamente. Felicidade se acha em horinhas de descuido. [1]
Os telefonemas de Tutu meu irmão são formidáveis, um dos de hoje: cada dia mais, tenho certeza, você já matou todos os caranguejos... tá vendo não? Seu jeito, sua cor, seu cabelo! Tem caranguejo nenhum! Acabou! De câncer você não morre. Me toquei, havia parado de trabalhar, estava ali, ó: escutando, escutando brasileirinho. Vendo minha vida passar dentro do mundo a girar – enquanto a Lusitana roda. Saúde que foge / volta por outro caminho, J.Velloso acabara de me dizer pela voz da tia.

Meus parentes e amigos mis, camaradas, camaradinhos, conhecidos (e os tenho com idades variadas de
Maria Bethânia com seu canto (e palavra falada) leva mais do que música ou emoção, leva paz! Vida. Fé.
Quem sabe? Talvez seja difícil Maria Bethânia avaliar o quanto de bem distribui a milhões de pessoas. E o quanto toda gente quer de bom para ela.
[1] Guimarães Rosa
fotos de maria sampaio; maria bethânia no tca, salvador-ba, em 1972; maria bethânia e rodrigo velloso, dia de procissão, santo amaro-ba, em 1982
terça-feira, 28 de abril de 2009
retratos baianos
domingo, 26 de abril de 2009
imposto de renda
Cuidado cantor pra não falar palavra errada diz uma canção. Cuidado contribuinte para não errar na declaração, dirá o leão?
Troco idéias com a amiga Ana Lucia. Viajamos nas folhas duplas e entre elas as simples. Tudo com frente e verso, azuis. Sombreadas. O bendito (?) manual lido e trelido, rabiscado, anotado pra não falar palavra errada. Tudo à lápis, rascunhos remendados.

Contas, muitas contas nas enormes Burroughs, de manivela. Declaração conferida e reconferida é hora de ajustar os formulários, com papel carbono no meio, enfiar cuidadosamente na Olivetti e datilografar a merda toda. Ainda corre o risco do carbono entrar aos contrários ou torto. O pior está por vir: as filas na Receita Federal. Ou nos bancos.
PS. hoje passei muitas horas na emergência do hospital português, vista, revista, conferida em chapas e líquidos de mim extraídos. Rascunhada pelo plantonista e pelo oncologista, conferida, os carbonos sem entortar, palavra certa: pneumonia. Repouso tarará-tá-tá. Antibiótico à horas certas. Sou obediente. Cumpro. Ficar lá? ainda bem que não, tenho o imposto de renda de Pião e Jú para internetar.
eu e o imposto de renda em março de 1986, fotos de Célia Aguiar; demais ilustrações da internet
sábado, 25 de abril de 2009
expo de IVONETE, na galeria da ebec
quinta-feira, 23 de abril de 2009
toda casa tem um quadro de são jorge










quarta-feira, 22 de abril de 2009
marinheiro

Vestido de marinheiro o menino não conhece o mar. Não conhecerá, nu ou vestido do-que-quer-que-seja. Sertão sem lavras nem pedras preciosas ou ouro-besouro. Perdido. Sertão sem entrocamento estradeiro nem gado leiteiro. Esquecido. Riozim de ordinário baixim sequim. Bodes e cabras. Medo da chuva. Navegação tão curta, nem de cabotagem, menor. Sem viajores sonhos nem esperanças. Uma aperreação em cada retratada face. Marinheiro de nenhuma viagem.
Foto de c.1898 da Photographia Moderna de Generoso H. Portella; coleção João da Costa Pinto Vitória; publicada em “da photographia à fotografia” de maria guimarães sampaio in “A Fotografia na Bahia 1839-
terça-feira, 21 de abril de 2009
viajantes

domingo, 19 de abril de 2009
vejamos e escutemos paloma


quinta-feira, 16 de abril de 2009
trabalheira

terça-feira, 14 de abril de 2009
para marcus
Para Marcus uma foto de João Amaro, uma lembrança de Santa Terezinha. Quando passávamos por aí indo à fazenda de meu tio, ele contava de Santa Terezinha, uma cidade aos contrários.domingo, 12 de abril de 2009
macacas

Somos, uma para a outra, Macaca. Ela é também, aqui em casa e para meus amigos: Nanan. O nome de mesmo é Maria Luiza.- Que horas são Macaca? - Não sei... o relógio está quebrado. - Ou... e você sai assim com o relógio quebrado? - Ah! Macaca, pode ter vinte pessoas no ponto do bunzum, todas com relógio. Chega a vigésima primeira, me pergunta as horas. Como eu sei a hora marromeno que estou no ponto, olho o braço na maior pose e respondo: quinze pra uma! - Mas é dodia mermo. - Oxente, de tarde na volta do trabalho, a mesma pose: seis e quinze! - Conserta o relógio, menina ou (ela interrompe) - Não adianta mermo... não uso os óculos e não enxergo pra tá vendo hora!
foto maria sampaio; salvador, 25-12-2006; a menina tem uns olhos escuros lindíssimos, olha só a viagem deste dia... e mesmo sendo lente de contato, é sem grau (tudo como dantes no quartel de abrantes, não pergunte as horas fora de hora). isto aqui é memória quase continho.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
jejum (?)

Paixão de Cristo, sexta-feira santa de silêncios e jejum (uma esbórnia de peixes e dendês), Fernandinha e Aero já nos falaram em seus blogs. Lá em casa era tudo parecido às sextas delas. Exceto TV, não existia no meu tempo de menina.
Almoçávamos em casa de vó Belinha e à tarde íamos à casa de vó Carmena. Minha mãe (nem era de missa, não era carola) ajoelhava diante da mãe dela, pedia a bênção e perdão pelos agravos cometidos durante o ano. Adolescente tomei castigo porque fiz malcriação quererendo ir ao cinema em vez de ir ver vó Carmena.
As fotos abaixo poderiam ser numa sexta-feira santa, reúnem família. Na de 1951 o povo de meu pai, vó Belinha em um domingo qualquer. Na de 1962 o povo de minha mãe, bodas de ouro de vó Carmena e vô Chimbo.

em pé: vó belinha e seus irmãos nonon e joão; sentados: uma visita, dindinha, tutu, eu no colo de tia i, caetana (mulher de tio joão) e minha mãe, hoje restamos tutu e eu. morreram todos. foto feita por meu pai.

de trás e da esquerda: maneco, hamilton, carlinhos, ruth, gilberto, nanan, delinha; raulinda seguida de carmeninha, tutu, eu, lucia, pião, tio wenceslau, tio joffre, meu pai; em pé as tias célia e leonídia (mãe de bernardo); no bancão: tia magá, tia nícia, tio itamar, vô chimbo, vó carmena, tio carmilton (pai de bernardo), minha mãe, tia glorinha e tio caribé; no chão: ângelo, bernardo, leonardo, maria inês, zezé, eduardo e paulardo. os circulados de vermelho morreram jovens, os de azul com mais de 70. foto feita pelo assistente de leão rozemberg.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
festa de adultos

Festa de adultos. Pais e mães dançam cantam em plena animação. Adolescentes chateiam-se pirraçam-se na varanda. Já não se esmurram como
Velhos os dois, não se vêem, sabem-se. Ela prefere ser um nada alegre, felizmente feliz cercada do amor sólido de parentes-amigos do que ser um tudo solitário e amargo.
sábado, 4 de abril de 2009
cap.final do folhetim, brasília vermelha
O homão sobreviveu muitos anos à Brasília. Nunca soube do falecimento. Cada ida a Santo Amaro a amiga continua a dar noticias da Brasília como se fora sobre pessoa amiga.. Passa bem. É lavada com freqüência. Os pneus originais continuam bons...
Personagens do folhetim:





Amiga, irmã, comadre, tia-mulher-maravilha: eu
auto-retrato; casa do horto, salvador-ba; 9-9-2000
sexta-feira, 3 de abril de 2009
cap.4, folhetim brasília vermelha
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Um motorista de ônibus encosta a Brasília em frente à escadaria das bichas. Uma colega assistiu pelo retrovisor a dupla desaparecer na praça, veio correndo verificar (ouvira comentários, aqueles dois eram meio doidos...). A comadre entrega o compadre
Toma um buzu, vai à colônia de férias. As crianças tomam um susto ao vê-la, querem saber qual novidade a levara até lá. Ela conta... adeus Brasília! O menino e a menina pulam de alegria, dão saltos mortais, fazem guerra de travesseiro, hilários agradecem à tia-mulher-maravilha por mais um feito sem igual.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
brasília vermelha, cap.3 do folhetim

Foto de Edivalma Santana
Quando a Rua Chile enladeira sentido Pç. Castro Alves... cadê freio? O pé corre para a embreagem, tentativa de reduzir à primeira e estancar o carro. O banco solta-se, corre até encostar no traseiro e ela fica de pirninhas penduradas, segurando-se ao volante. E lá vai o carro... Ela joga no meio-fio da praça, estancaria. O carro sobe. [O compadre enxerga-se na mão de Castro Alves enquanto ela, mais dramática, enxerga-se rolando ladeira da montanha abaixo quiçá diretamente naufragada no meio da baía de Todos os Santos]. O compadre ordena: rumalá-desgraça na estátua! Rumou. Estancou.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
brasília vermelha, cap.2 do folhetim

Jovem homem de empresas e muitas associações. Trabalhos demais, filhos pequenos. Falta de tempo ou um pouco de deprê nem tem carro. O pai dá o dinheiro, a irmã coloca irmão e sobrinho no carro leva-os a Santo Amaro.
A irmã fã da Brasília vermelha, amiga do homão, gastara muito papo conseguira: o irmão compra o automóvel.
Em Salvador, a Brasília vermelha fica conhecida como “saboneteira”. As crianças escolhem uma esquina próxima o bastante dos Maristas para o trajeto a pé porém distante o suficiente para os coleguinhas não presenciarem entradas e saídas da saboneteira.
Cada ida a Santo Amaro a irmã continua a dar noticias da Brasília ao homem do vozeirão como se fôra sobre pessoa amiga. Passa bem. É lavada com freqüência. Os pneus originais continuam bons...
foto de maria sampaio; praça, santo amaro-ba; 1980



