sexta-feira, 31 de julho de 2009

vinte de vinte e haja vinte

Amanhã, quando se abre ao público a exposição de VOLTAIRE FRAGA, no Palacete das Artes, espero estar lá. Iria hoje à abertura para convidados por conta de Alba Fraga. Não posso ir. Nem deveria.

Tanto se discute e pensa fotografia na Bahia, tanto uma geração de fotógrafos baianos tentou descolonizar o olhar. Hoje se inaugura o A gosto da fotografia e, muito justamente, com uma homenagem a Voltaire Fraga –na ponga da Pinacoteca de São Paulo que traz as dez exposições franceses&brasileiros. Da Bahia mesmo, no A gosto, só Ieda Marques (ainda bem!).

Eu bem sei, Diógenes Moura... Ele não teve em vida o devido reconhecimento mas tu escreveste que a amada cidade de Voltaire “nunca lhe dedicou atenção alguma...”. Tu sabes da homenagem da expo “Fotógrafos em vinte anos”, 1986, no Núcleo de Artes do Desenbanco. Tu sabes de muito perto, vivias em torno de Célia Aguiar – grande e reconhecida editora[1] de fotografia, que ela com muito profissionalismo, cuidado e respeito realizou a individual de Voltaire Fraga nos 90. Quem sabe? Teria sido Célia a te colocar a gosto da curadoria? Nada te tira o mérito da grande exposição Abundante cidade – dessemelhante Bahia criada-curada-realizada por ti depois de melhor conhecer o fotógrafo Voltaire Fraga através de livro publicado em 2006 pelos remanescentes do Grupo de Fotógrafos da Bahia.

Não sou saudosista nem tenho do que ser ressentida, mas não venha este menino da Casa da Fotografia dizer que em Salvador “A Fotografia é pouco pensada”.

[1] Agora se diz curadora

PS. Tive oportunidade de ler os textos acima citados no catálogo A Gosto da Fotografia que me foi presenteado por Alba Fraga. Clique no título deste post se quiser ler meu artigo “Luminoso Voltaire” publicado no jornal A Tarde de 29-7-2009

fotógrafos em 20 anos / 1966-1986
vinte anos depois, em 2006, morre voltaire
voltaire se interessa pela fotografia em 1926
quem é quem?
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fotografia de Voltaire Fraga, texto de Raimundo Moreira e a colagem de 3x4: in catálogo “Fotógrafos em 20 Anos”

terça-feira, 28 de julho de 2009

Dra. Eliene Oliveira dos Santos, querida LIA

saudade
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Foto de Edivalma Santana.
Recortei este pedacinho lá do fundo de uma foto por conta de nosso último abraço de bem querer inesquecível. Próximo dia 07, aniversário de Lia, não sei quantos anos faria. Neste dia, há 42 anos, nos conhecemos .

segunda-feira, 27 de julho de 2009

brigitte

É comum vê-la percorrer a cozinha em organizados vais&vens, seu aspirador de pó bocal-fucinhal cobre toda a área pega qualquer tilisca, até gota d’água. No comedouro, a horas certas: ração. Nos bebedouros água fresca, sempre. Ela não desiste. Cada refeição nossa é feita sob o olhar atento de Brigitte. Excessão feita quando James Amado nos visita e, se duvidar, entrega o próprio prato, quando nos levantamos da mesa sem nada oferecer à gentil criatura ela caminha contrita, senta diante de seu jogo americano, come, come, come ração.

Deu-se a melódia. Não sei se você sabe, escrita é que nem comida, larga migalhas por aí. Ela sabe: viciou-se! Sala, biblioteca, gabinete ou quarto. Caderno, bloco, computador ou portátil. Brigitte senta-se no meu colo ou ao lado, ou deita embaixo da mesa. Não escapa nada. Abocanha letras, palavras... Principalmente vírgulas – come todas! (eu não ter morrido por indigestão de vírgulas comidas devo a ela).

fotos maria sampaio; o close com a webcam do portátil; itaigara, salvador-ba; 27-7-2009

sábado, 25 de julho de 2009

continho, zabumba

Certas músicas disparam uma zabumba dentro dela. Tum-tum-tum coração zabumbeiro. Zabumba sem instrumento de sopro vai bem. Quando soa um agudo de sax ou piston... o sangue frio sobe, o coração acelera. Esmorece o baticum. Desfalece de amor amado.
"Amor pecado, amor de amor
Amor de mel, amor de flor
Amor de fel, amor maior
amor amado!" *
*versos de Amália Rodrigues
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fotos maria sampaio; pb no parque da cidade, núcleo de arteducação, 12 de agosto de 1982; cor no trem da música, subúrbio ferroviário, 8 de março de 2009 - dedicado a maneco meu primo que aniversaria hoje

quinta-feira, 23 de julho de 2009

23

23 é uma data data.
Nasci em um 23, minha mãe morreu em um 23, a homologação de meu desquite foi num 23. Nossa liberdade (de meu pai, de meu adorado irmão arthur e minha) foi em 23 de julho de 1980 quando vendemos a Casa Stella. Assim se passaram 29 anos. Eu me sinto a menina do Chame-Chame, a menina do tempo em que a coleção (irmã caçula?) era a "rainha do lar". Eu me sinto menina deitada com a cabeça no colo de minha mãe me fazendo cafuné.
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foto mirabeau sampaio, casa do chame-chame,1958. vestido criado e costurado por norma guimarães sampaio

segunda-feira, 20 de julho de 2009

grata, gratíssima, gratississicima a RENATA

TENTEI TRANSFERIR O BLOG DE RENATA, NÃO FICOU BACANA COMO ESTÁ LÁ - se você clicar no título vai ao original

Oração ao Poderoso São José dos Raios

Oh, glorioso São José dos Raios, Vós que sois um Santo por mim inventado, Olhais por todos nós, Mas protegeis em especial a Maria Sampaio

(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o sinal da cruz)

criação do santo, do desenho, do texto, tudo obra de Renata Belmonte

domingo, 19 de julho de 2009

a tarde

Quando me vejo filmada... Vixe! Falo sem parar, gesticulo horrores e faço caretas mis. Sem contar umas meio-risadas abestadas.
Mas, porém, todavia... se quiserem ver isso aê gravado, tentem o link acima. "Quelomenos" sou eu mesma.
Desgraceira no caminho da feira é o publicado na pg.A7 do jornal ATarde de hoje. Geeeente... alguém, a partir de uma orelhada do vídeo, escreveu o que quis como quis. Um agá - o - rê - o - ró. Não me reconheço. Palavras jamais por mim pronunciadas, frases incríveis! As vezes até muda o sentido. A começar pelo título.
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foto da chamada do vídeo no sítio do jornal: A Tarde online > mapa do site > vídeo > eu

sábado, 18 de julho de 2009

conto photográphico, livros

Ele entrou na velha biblioteca, de biblioteca resta o nome. Os mais de vinte mil volumes, cadê? Onze filhos. Todos a gostar de livros, não para ler - para vender. Espertos, começaram pelas primeiras edições, seguiram pela brasiliana, depois a baianinha - o bem-querer. Enveredaram por avulsos bem avaliados, livros de arte. Quando sobrou apenas a especializada em direito meteram tudo num caminhão venderam ao Brandão. Estantes e escrivaninhas aos antiquários também da rua Ruy Barbosa - patrono da desgraceira.
O velho olhou o retrato caído no assoalho. Retrato do primeiro leitor da família. O velho lembra a briga de foice com tios e primos para ficar com a biblioteca e no quanto a alimentou por toda uma vida. O velho pensa na própria covardia a assistir a debacle deitado em uma cama. Aos 90 anos entrara no quarto ao ver o zum-zum-zum da primeira vendagem. Passados cinco anos caminha lentamente, verá o pressentido, uma sala vazia. Meteu a bala na cabeça. A photographia toda salpicada, o velho levado pelo rabecão.
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fotografia sem identificação, sem data, sem autoria; da coleção de maria guimarães sampaio

sexta-feira, 17 de julho de 2009

caçando caranguejo no mangue

No arvoredo central do manguezal eis que um caranguejinho quer fazer pousada. Xô, xô caranguejo. Djalma já fez minha pintura para a timbalada diária. Não sei se com as baquetas da percussão timbaleira os se com os raios de iansã, provavelmente com os modernos raios radioterápicos debelaremos este caranguejinho cagão. Serão 16 dias de festival.
Nada muda na vida cotidiana, até o horário é bom (vinte para as oito da noite), não intemrrompe os que fazer.
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autorretrato; itaigara, salvador-ba; 17-7-2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

conto photográphico, mais dor de corno

Não é a toa, eu de mão nas cadeiras no retrato de casamento. Ousadia muita casar com aquele mulherengo, boa pinta, comedor. Eita homem bom! Eu havéra de botar minha banca. No correr dusamor, era fatal separar. Amor tanto de muito, não dava mais viver embaixo da mesma telha vã. Em mais uma despedida – das demais da conta que a gente teve – és mulher bonita, gostosa, de meus desejo. Fique não assim, pegada na tragédia de nosso afastamento. Fique não, moreninha, ouvindo as palavras atrapalhadas de dona Amália nessa radiola. Mais uma vez me comeu, nunca homem um outro soube fazer tão bom que nem ele. Fui todinha como de sempre. Ele e eu era um só em cima de qualquer esteira, cama, chão, leito de rio... Viramo amantes. Eu no lugar dela, ela no meu (nunca!). Cada despedida, nova paixão. – Não volto mais, mesmo querendo. – Se quizé vim, venha! estou aqui. – Espera não, moreninha, mereces coisa melhor. – Ninguém melhor que tu. – Sou covarde, a outra comprou um revólver. É cedo para morrer de amor. Esqueça não, moreninha... vou te amar de longe por todo o sempre. Morreu muitos anos depois, deixou o chapéu de herança para mim.

O chapéu continua pendurado atrás da porta de meu quarto... “Pois sinto saudade imensa de saudade já não ter*

*verso de Maria Tereza de Noronha

foto sem crédito, sem identificação, sem data; de lygia sampaio para a coleção maria guimarães sampaio

segunda-feira, 13 de julho de 2009

conto photográphico, mais do que pôde

Aos quase cem anos de idade mostra sua photographia (ieu inda era mais bunita di que mostra o retrato) a quem queira escutar conversas começadas quase sempre com a frase ah! compadre, amei mais do que pude. Embevecida, a revezada platéia de vizinhos ouve histórias de amor em torno do homem a quem Bela amou mais do que pôde. Do amado com quem conviveu a mocidade, com quem fez as descobertas da vida. Conta do amor-amor, do amor-amizade e do amor-putárico também (esse intão... fêz foi falta quando eu era muderninha). Fala do homem esquecido (esquecer? puro fingimento), do homem a quem jamais viu nem soube desde o dia em que ele enfiou-se embaixo do rabo de saia de uma sirigaita qualquer e sem dizer nem vou ali nem até logo, perdeu-se.
Ieu? Comadre? Tu me pergunta? Ieu inda chorei a morte de meu amor que se deu-se de morrer muito antes de mim, e não venha ele me buscar, não madureci suficiente, só quero cair de pêca.
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foto da coleção maria guimarães sampaio; sem identificação da fotografada, do fotógrafo nem data ou local.

domingo, 12 de julho de 2009

para renata belmonte

Renata Belmonte escreveu: "Na última semana, muito se falou do fraque branco com que se casou o jogador Alexandre Pato. Nos blogs de moda, chamaram o rapaz de "cafona" e sugeriram que ele procurasse a consultora Glória Kalil para ter aulas de elegância. Eu, neste momento, faço outra indicação: Moacyr Scliar. Este, sim, com certeza, é mestre no assunto. Copiar seu comportamento, com certeza, é um plágio que vale a pena.". Remeteu-me à foto abaixo, procurei, trouxe ao blog. Um casamento em 1970.
foto ubirajara; igrejinha do chame-chame, salvador-ba; 31 de julho de 1970 (porque entra agosto)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

conto photográphico, os feios

Quando morreu a última das muitas velhas viventes do sobrado de meu bisavô encontrei no porão esta fotografia entre revistas de outro século, colecionadas, arrumadas não sei por quem. O retrato caiu. Quem serão os feios? Minha irmã maior e eu cuidamos das últimas velhas. Toda vida existiram velhas no sobrado. Nunca menos de uma paralítica na cama, as menos velhas a cuidar. Irmãs, agregadas, cunhadas. Os homens sempre morreram cedo. A única mulher da família a morrer jovem foi a minha mãe, deixou cinco filhos. Nunca vi retrato de mãe, não lembro dela. Nem de pai. Fomos, os cinco, criados pelas velhas. Peraí... o olhar da menina maior, é o mesmo olhar dissimulado da última velha morta no sobrado, é ela, é a minha irmã maior. A de colo sou eu... Meus dois irmãos e a outra irmã ganharam o mundo, os perdemos para a vida. Os feios somos nós. Não, não foi a última velha a morrer. A última serei eu. Os vizinhos encontrarão quando o cadáver apodrecer.

foto sem crédito, sem data; da coleção maria guimarães sampaio

quarta-feira, 8 de julho de 2009

agora é J - dia 9-7

Amigos são parentes que pude escolher*. Conheci Jotão sentado embaixo de uma mesa, no apê dos avós. Dali assistia sua TV, seu futebol, em paz. Teria ele uns 11 anos. Acompanhei sua juventude futebolística a gastar um conga por mês - entre seus parceiros estava Bebeto - sim, aquele da seleção! J. ainda joga bola toda semana. Certamente suas primeiras festas-festas foram no Bataclan da Amaralina. Fui da torcida do vestibular (passou tranquilo, bem classificado), fotografei a formatura e voltei a criar cachorro, seriam e foram clientes de Dr. Joviniano enquanto ele teve consultório. Com alegria (e orgulho) li cada nova letra, escutei cada nova música do menino (desde antes da faculdade?), sempre insuflando e querendo mais. Ganhei letra do jovem J sobre música do velho mestre Almiro de Oliveira. Como design ou fotógrafa ele me convidou a parceirar em muitas de suas produções, acompanhei cada passo do primeiro cd e muito do caminhar deste segundo. BELÍÍÍÍÍÍÍSSIMO! Não dou a ninguém minha faixa de fã número 1.
saude que foge volta por outro caminho*
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* versos de J. Velloso
fotos de maria sampaio; teatro dona canô, santo amaro-ba; 18-06-2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

amanhã - JÁ É HOJE, DIA 7-7

encontro marcado
amanhã, dia 7 de julho. a partir das 19. livraria tom do saber
imagens tiradas do blog de renata
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PS. aninha contou no jornal a tarde: dizque personagem in madame castro, a tal de madame guimarães... é inspirada nesta pessoa que vos fala.
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ps2. no dia 7-7-77 caetano veloso estreou no rio de janeiro o bicho baile show. eu estava lá com míguels e lúcia minha prima. as primeiras fileiras do teatro foram retiradas, sentava-se no chão e na hora de dançar... dançar que ninguém é de ferro (não é ascenso?).

sábado, 4 de julho de 2009

comida de rua

Que é isso? que é isso?
É inguiço! misturado com feitiço.
Que é isso? que é isso?
Quem tudo quer saber mexerico quer fazer!
O que é isso, mamãe?
Ignoro, menino!
Ignoro é gostoso, mamãe...
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foto de maria sampaio; salvador-ba; da janela do instituto cardiopulmonar - internada por conta de uma embolia; 30-06-2007 às 7:32 da matina
PS: clique aí ao lado em "BBB caixa de fósforos", veja a beleza de post de Fernandinha Tourinho sobre o 2 de julho

quinta-feira, 2 de julho de 2009

dois de julho, de mesmo

não vou mentir pra ser porreta, estou cansada prá caráio, xuxu às pampas. estou feliz porque quase não ia ao 2 de julho com medo dos pés xeloda* nas pedras do pelô.
viva a bahia
viva o dois de julho
viva os caboclos, vivá!
vixe! o governador carioca virou o caboclo de cabeça para baixo.
o minstro da cultura foi ao cortejo de paletó... (nem procure, entrou em minha câmara mas no blog não)
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* xeloda: quimioterapia oral que deixa as solas do pé uma coisa...
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fotos maria sampaio; pelourinho da janela da fundação casa de jorge amado; 2 de julho de 2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

doisdejulho, para bernardo (ou: DE bernardo)

Prima:
Dentre os ídolos de infância, estão Virgulino Ferreira e Maria Quitéria. Sempre tive altas fantasias de poder encontrar estas figuras. Um dia tive uma viagem muito louca, por conta das biritas que então usávamos ( eu e tu). E foi então que eu vi!...Maria Quitéria! Lá estava ela, linda, cabelo curtinho, espada de mentira pra não machucar ninguém, montada num jumento manso pra não "cair do cavalo", na Estrada Velha do Aeroporto, no Km 7,5, nas cercanias do sítio de D.Mena. Era ela. Tão maravilhosa quanto sempre pensei que fosse. E pra meu deleite, bailei e rebailei com ela, ao som de Cajuina!E daí, fiquei encantado!!!
Viva o 2 de julho!!!
em doisdejulho de 2008 recebi o comentário de bernardo em meu post. em 2009 chego de véspera. fotos de tito lívio batista, sítio de mena, 2 de julho de 1977 (muito seguidor de nossos blogs, primo... não havia nascido)