
Amanhã, quando se abre ao público a exposição de VOLTAIRE FRAGA, no Palacete das Artes, espero estar lá. Iria hoje à abertura para convidados por conta de Alba Fraga. Não posso ir. Nem deveria.
Tanto se discute e pensa fotografia na Bahia, tanto uma geração de fotógrafos baianos tentou descolonizar o olhar. Hoje se inaugura o A gosto da fotografia e, muito justamente, com uma homenagem a Voltaire Fraga –na ponga da Pinacoteca de São Paulo que traz as dez exposições franceses&brasileiros. Da Bahia mesmo, no A gosto, só Ieda Marques (ainda bem!).
Eu bem sei, Diógenes Moura... Ele não teve em vida o devido reconhecimento mas tu escreveste que a amada cidade de Voltaire “nunca lhe dedicou atenção alguma...”. Tu sabes da homenagem da expo “Fotógrafos em vinte anos”, 1986, no Núcleo de Artes do Desenbanco. Tu sabes de muito perto, vivias em torno de Célia Aguiar – grande e reconhecida editora[1] de fotografia, que ela com muito profissionalismo, cuidado e respeito realizou a individual de Voltaire Fraga nos 90. Quem sabe? Teria sido Célia a te colocar a gosto da curadoria? Nada te tira o mérito da grande exposição Abundante cidade – dessemelhante Bahia criada-curada-realizada por ti depois de melhor conhecer o fotógrafo Voltaire Fraga através de livro publicado em 2006 pelos remanescentes do Grupo de Fotógrafos da Bahia.
Não sou saudosista nem tenho do que ser ressentida, mas não venha este menino da Casa da Fotografia dizer que em Salvador “A Fotografia é pouco pensada”.
[1] Agora se diz curadora





























