sábado, 27 de março de 2010

sujidades

Na sala do primeiro andar uma cobra. O irmão gestor mata, esmaga a cabeça da miserável. No quarto, embaixo, atrás da mesa de canto, uma cobra-coral tão linda e venenosa quanto a primeira. A irmã do coro, subindo o tom, ordena: não deixem cobra sobre cobra. A irmã confeiteira corre de colher-de-pau em punho mas o irmão eletricista eletrocutara a cobra coral.
A irmã confeiteira senta no imenso refeitório da casa-de-recolhimento. O irmão do órgão a chamou para a última vaga de ultimíssima mesa frente a porta dos refugos, sujimunda, fedorenta. O irmão diz: acostume, agora virão as ratazanas.
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foto maria sampaio; jaguaribe-ba; 31-8-1985

6 comentários:

Maria Muadiê disse...

vixe.

Gerana Damulakis disse...

Nossa, incrível.

Nilson disse...

Aleluia! E Jaguaribe: preciso conhecer!

Edu O. disse...

ohhhh mataram as cobras!!

Bernardo Guimarães disse...

SENSACIONAL! GENIAL!PORRETA!

Ari disse...

As irmãs operárias são fantásticas. Lindo texto! Só que me fez lembrar uma piada imoral rssss. Depois lhe conto.