terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
artistas
Lygia Sampaio, pintora modernista baiana. Considerada por alguns a melhor do grupo no final dos 40 e começo dos 50. Está entre nós mas há muito abandonou a pintura. Foto de Voltaire Fraga.
Waldeloir Rêgo (antropólogo), Carlos Coqueijo Costa (advogado, compositor), Agnaldo dos Santos (escultor), Walter da Silveira (advogado, crítico de cinema - cinéfilo!), Vivaldo da Costa Lima (antropólogo), Mirabeau Sampaio (comerciante, escultor/ pintor), Virgílio de Sá (advogado e jornalista), [Carlito] Vasconcelos Maia (comerciante, escritor, diretor do turismo); anos 50, galeria oxumaré, salvador-bahia; foto de Voltaire Fraga
Lúcia Cravo, Itamar Guimarães, Mirabeau Sampaio (comerciante, escultor/pintor), Mário Cravo (escultor e pintor), Ruben Valentin (pintor), Norma Sampaio, Jenner Augusto (pintor); anos 50, galeria oxumaré, salvador-bahia; foto de Voltaire Fraga
Udo (ceramista), Raimundo Oliveira (pintor), Quaglia (pintor), Mirabeau Sampaio (comerciante, pintor/escultor), atrás: não é Agnaldo, é um jornalista e frente: Calazans Neto (gravador), Sante Scaldaferri (pintor), Jenner Augusto (pintor) e o pintor Mestre Alberto Valença prestigiando os novos; anos 50, galeria oxumaré, salvador-bahia; foto sem crédito.
Dos anos 60 é a Galeria Querino do marchand Renot, na rua Carlos Gomes.
Carybé, Mirabeau Sampaio, Mário Cravo, Jenner Augusto e Jorge Amado; 27 de junho de 1963; foto de Teófilo Negreiro
domingo, 28 de setembro de 2008
artes (?)
sábado, 27 de setembro de 2008
cosme e damião
cacos
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
mormaço
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
sertão
Orestes Barbosa. Caetano Veloso. Silvio Caldas. O hard-disk da cabeça esgotado. Pisei em astros desastrada, tropecei em livros distraída. Em casa, os livros do avô se perderam entre as cartas do bisavô. Em uma fazenda qualquer do sertão esquentaram o frio da madrugada. Sem scan que limpe, nem desfragmentador para encontrar erros, arrumar. Tias, avós, pai, a juntar móveis, livros e papéis. Sem cavalo preto que fuja a galope*. Haja cigarro —e pedras. Mãe distribuiu alegrias e cedo se foi. Continuei a sina de juntar papéis, livros, móveis. E a alegria? quarta-feira, 24 de setembro de 2008
depô cachorral 10
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Norma Guimarães Sampaio
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
depô cachorral 9
Nós adoramos janela. O movimento no bairro do Santo Antonio é bem razoável no dia a dia. Ali adiante, o Forte. Ficou para trás o duro tempo dos presos-políticos. Três três passará, um dia é centro folclórico outro é de artesanato, aí chegam os capoeiristas, sem contar os períodos de abandono, balança mas não cai. Ao lado uma igreja, na frente o largo. Uma porção de bares onde os humanos tomam umas ou tomam todas. A vista lá na balaustrada do belevedere... impagável!domingo, 21 de setembro de 2008
setentas
Réveillon 1977-78, meio desfocados no primeiro plano: Bernardo de "Frenética" e eu de "Cruzamento de Rita Lee com Ney Matogrosso"; no de 1976-1977, Nanan de "Pássara Proibida" e eu de "Pavoa Misteriosa"; na foto ao lado eu e Bernardo nos "vinte que fiz vinte" de Mena ao som de boleros, valsas, sambas com trajes dancingdays. Todas no sítio de Mena, estrada velha do aeroporto, Salvador-Bahia; a máquina rolava de mão em mão de bêbados e não bêbados. Quando eu percebia que perderia a taça para Nanan... boicotava o concurso de fantasias.
sábado, 20 de setembro de 2008
escola
Não sei se Aero é professora do secundário. Vejo-a ensinando em graduação universitária, quiçá pós ou mestrado. A conversa é mote para a foto de hoje, meu terceiro científico no Colégio Estadual Manoel Devoto. Entramos 45 no primeiro, passamos 18 para o segundo, chegamos 12 ao terceiro. Na Universidade Federal da Bahia entramos onze sem cursinho .
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
por falar em maria, carnaval e cinzas
Cedo, uísque em casa de vó Carmena no Garcia. Vamos brincar carnaval! Encontrando amigos, fazendo amigos, tomando uma gelada aqui, um quente ali. Esperando o trio... raros e lindos. Pulando um pouco se algum paralítico* toca. Campo Grande, Forte de São Pedro, Mercês, Piedade, São Bento. Chegamos à Praça Castro Alves! mortalha enrolada presa no cós da bermuda, eu já não fazia um ó com copo. Pouco depois arriei. O marido correu foi buscar o carro. O casal de compadres me carregou para esperar no topo da Ladeira da Montanha**. Eles tomando conta e eu escornada. Alguém gritou: puxa a mulé! Não deu tempo. O sujeito postado lá em cima, na balaustrada da Praça, com uma mira melhor do que revólver, a rôla apontada: mijou em cima de mim! quarta-feira, 17 de setembro de 2008
mensagem
Você é ateu ou atéia. Agnóstico. A toa! Você é qualquer descrença.
Você gosta de trabalhar até tarde da noite e acordar lá para as nove da manhã.
Sete e meia o telefone toca. É a parenta da parenta da parenta de sua parenta. Comunica: recebeu uma mensagem do além enviada por Maria Rita. Simples assim, mensagem do além... Maria Rita... como se falasse todo dia da pessoa e do assunto com você. Você toda bragueada, acordando.
– Que Maria Rita? Irmã Dulce era Maria Rita? A sobrinha de Irmã Dulce morreu?
– Oxente menina... Maria Rita de Roberto Carlos, quero entregar para você entregar a ele.
E você não viu Roberto Carlos nascer nem Maria Rita morrer faz o que com a a parenta da parenta da parenta de sua parenta?
foto maria sampaio; nazaré das farinhas-bahia; 01 fevereiro 1986
terça-feira, 16 de setembro de 2008
coqueiros
Quantos anos faz da construção do Clube Português?
Em 2009: quarenta anos que minha mãe morreu. Pois, ela botou o portuga amigo de meu pai contra a parede e deu-lhe uma baixa por conta da construção do clube em nossa praia.
Que fique o jardim. A grama, os coqueiros, as árvores. Pronto.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
tira-prosa
Festa do Rio Vermelho, início dos anos 60, antes da horrível igreja construída sobre as ruínas do Forte. Da praia assistimos a partida dos barcos a levar os presentes da mãe d’água. Quando anoitecer tomaremos uma cerveja na barraca Vitória – bem ali onde hoje está o acarajé de Regina e a banca de revistas Santana. Enquanto a tarde cai brincamos no parquinho armado na altura do atual estacionamento do Sesi.
A roda-gigante vai parando pegando novos “passageiros”. Nós no topo, morro de mêêêdo! A amiga balança a cadeira, ri, eu peço não, não!
No chão proponho: Vamos ao tira-prosa... não faz medo nenhum não... é bacana! Nos giros dos volteios e revolteios ela grita: só tenho 17 anos não quero morrer, socooooro!!!
Depois? Não teve cervejinha certa. No vestido dela, tubinho verde de madras, a marca do medo: a rodona da mijada.domingo, 14 de setembro de 2008
brigitte
fotos de maria sampaio, salvador-bahia, 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
criancice & velhice
Naquele então eu não sabia nada sobre tortura. Quando conheci a palavra, en passent, pensei termos sido torturados naquele dia. Hoje sei outres chouses, sei dos anos 1970, sei das torturas de verdade. Mas isto é História.
No dia do retrato, digamos ter sido uma luta! Talvez batalha. Quase guerra. Só de ver... vocês podem imaginar. Duas crianças, eu com 5 o irmão com 4, postos na mesma e exata posição espelhada. Porque a rosa na mão do menor nunca entendi. Nossos olhares aterrorizados para o comando um pouco lateral, na verdade frontal por toda vida. Crescemos juntos, engordamos juntos, fizemos concurso para a repartição pública, nos aposentamos juntos. Juntos e sós enterramos nossa mãe – do pai não tenho memória. Solteiros vivemos juntos, provavelmente morreremos juntos – já estamos numa fase de jogar merda um no outro. sexta-feira, 12 de setembro de 2008
depô cachorral 8
Sempre bons tacos de carne, me farto no cepo do açougue em Santo Amaro da Purificação. Terra de Maria Bethânia e Caetano Veloso, grandes figuras da música brasileira. Cantar... não canto! Mas aqui na área... sou bastante popular.
foto maria sampaio; santo amaro - bahia; outubro de 1995
ps: "meus amores cachorrais" é um livro meu não publicado. os cães "desconhecidos" me contam coisas e eu conto outras tantas sobre os meus cães. Cada depô aqui postado vem de lá. quinta-feira, 11 de setembro de 2008
depô cachorral 7
foto maria sampaio; dubrovnik-croácia; 27 de março de 2007
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
depô cachorral 6
Ai que tristeza. A velhice é uma merda. Os ossos doem todos. Pernas, patas, coluna! O inverno vem chegando, ai de mim.foto maria sampaio; alfacar/granada - espanha; 10-10-2005
terça-feira, 9 de setembro de 2008
yara paternostro
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
minha mãe
domingo, 7 de setembro de 2008
miro dominical
sábado, 6 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
barganha?
Desembarco na Rampa do Mercado de Mayote (ilhas Comores, África). Avisto um pano bordado e tenho certeza: não mais viveria sem ele. O pano me chama, me grita. Pano fachada de uma barraca de mulheres maravilhosas coloridésimamente vestidas, cooperativadas artesãs. Eu viera de outras feiras, outros mercados do lado de cá bem de cá, desde sempre e em todas costumo pechinchar. A bordadeira fala creole eu falo baiano. Nos entendemos bem. Eu desejo o bordado, ela deseja barganhar. Eu não quero pechinchar, eu quero o pano bordado, quero pagar o preço pedido. Ela e as companheiras se divertem, riem de mim e eu rio com elas.
Confraternizamos.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
táxi
Rua de paralelepípedos, trilhos de bonde. Casas pequenas, de platibanda –geminadas, porta e janela. Azulejos. Um táxi, carros de bombeiros. Uma avenida (fora de lugar) desemboca em prédio de infinitos andares. Labaredas. Taxi ziquezagueia no nada sob chuva de vidro estilhaçado (o motorista pensa que é neve, nunca vira nem verá, estilhaçado ele embaixo de vidros e pedras).
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
manga
Balaios de mangas. Caminhões da fazenda Natal. No quarto as mulheres parindo. Tia canta. Na varanda ecoam os sons dos partos na alcova. Águas escoam. Crianças correm, tropeçam, gritam, confundem. O tio planta coqueiros, tira medidas da estrada. Irmão abençoa todos.
foto de maria sampaio na festa da conceição; salvador-bahia; c.1988terça-feira, 2 de setembro de 2008
vrido
Eu, de mim e de mesmo, falar não sabia. Somente só possuía força de homem. A carregar os terém do retratista. Por cá por acolá melhorei meu palavreado. Nunca espatifei um vrido fosse qui fosse cumbucal arrolhado cheio de químias ou vrido prano negativo do retrato. Na fazenda essa donde recebo vosmecês, o retrato dela dentro dela pendurado na parede, conheci gente de bem. O coronel patrão arreparando o retratista me maltratando. Eu tava vendo o coronel enervado. Já noite alta recebeu a dúzia de retratos, tirou o pagamento da algibeira: Homem! A porta é serventia da casa, puxa daqui. O retratista me disse a mim: rumbora fio de u’a égua, o ômi é dodio! De pronto o coronel me bagunhou p’lo cotovelo entredentando ao retratista: Tu é que vai disgramado, bota os terém nos costado, o moço fica! num é mais teu burro-de-carga!Até o dia de hoje olho p’los filho dos filho do filho de meu patrão. E dos meu. Aqui casei, vivi. Aqui matei e morri. Até mais ver, vosmecês tão de passagem posso me mostrar. Essa gente de que vos falei... eu olho por eles sem eles nunca poder me ver.




















